Crise e narcoterrorismo no Equador: do bem viver ao tentar sobreviver
Há alguns anos, manchetes como “O Equador nos ensina a receita da prosperidade”, “O milagre equatoriano” ou “O triunfo do bem viver” podiam ser lidas na imprensa. O Equador, esse país situado na metade do mundo, havia conseguido superar a destituição do presidente Bucaram em 1997; a crise inflacionária, financeira, fiscal e da dívida de 1998-1999; a derrubada de Mahuad em 2000; a rebelião dos foragidos e a queda de Lucio Gutiérrez em 2005; e tantas outras vicissitudes que afetaram a estabilidade política, econômica e social do Estado. Rafael Correa, um professor universitário que ainda não havia completado 50 anos e que havia ocupado o Ministério da Economia e Finanças no governo do presidente Alfredo Palacio, parecia ter devolvido a ilusão ao povo equatoriano com sua Revolução Cidadã. No entanto, a era da esperança e da prosperidade ficou no passado e a deterioração que o país sofreu nos últimos anos levou a uma situação de crise, insegurança grave e narcoterrorismo.
Leia mais (01/12/2024 – 22h55)

