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30/04/2026
Fazendeiro tem prazo para retirar rebanho de gado criado dentro da Ilha do Bananal
Tocantins

Fazendeiro tem prazo para retirar rebanho de gado criado dentro da Ilha do Bananal

fev 25, 2024


Decisão é liminar e cabe recurso. Caso o prazo de 180 dias não seja cumprido, animais serão apreendidos e entregues para indígenas fora do Parque Estadual do Araguaia. Justiça Federal ordena retirada de rebanho de gado criado em terras indígenas
A Justiça Federal determinou que um rebanho de gado criado ilegalmente dentro de terras indígenas na Ilha do Bananal seja retirado do local em até 180 dias. Os animais pertencem a um fazendeiro que também derrubou áreas de mata e construiu edificações na área de proteção do Parque Estadual do Araguaia.
Em sua defesa, o fazendeiro alegou no processo que instalou o retiro e levou o gado para a Ilha do Bananal com autorização de indígenas. A decisão é liminar e cabe recurso. O g1 e a TV Anhanguera não conseguiram contato com a defesa dele.
Segundo a decisão do juiz federal Adelmar Aires Pimenta, da 2ª Vara Federal de Palmas, o fazendeiro não tem autorização dos indígenas para exploração da área e nem licença dos órgãos ambientais.
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O fazendeiro terá 180 dias para, de forma voluntária, retirar todos os rebanhos e construções feitas por ele no Parque Nacional do Araguaia. Caso o prazo não seja cumprido, a União, Funai e ICMBio terão 60 dias para apreender os rebanhos e demolir as edificações. Neste caso, o gado deverá ser entregue para comunidades indígenas que habitam fora da Ilha do Bananal, no Tocantins.
O parque é uma unidade de conservação de proteção integral. Para o Ibama, a exploração da área por não indígenas é crime.
Fiscalização encontrou fazendas construídas ilegalmente
Reprodução/TV Anhanguera
“Não é permitido, por exemplo, a atividade de bovinocultura. A terra indígena, por uma previsão constitucional, é de uso exclusivo dos indígenas e eles podem fazer, mediante alguns procedimentos, o uso daqueles recursos que existem ali”, explicou o superintendente do Ibama no Tocantins, Leandro Milhomem Costa.
O gado foi descoberto em 2022 após uma operação conjunta do IBAMA, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e Funai. Na época, os fiscais encontraram quatro indígenas cuidando do rebanho do pecuarista.
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