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06/08/2026
Caso Gustavo: foto da mãe sobre o caixão de menino morto na casa do pai comove a web
Tocantins

Caso Gustavo: foto da mãe sobre o caixão de menino morto na casa do pai comove a web

ago 6, 2026


Menino Gustavo pode ter sido torturado antes de ser morto, diz delegado
Uma imagem de Sabrina da Silva Feitosa durante o enterro do filho Gustavo Feitosa, de 3 anos, comoveu a web. A criança foi encontrada morta na casa do pai e apresentava sinais de agressão. O pai e advogado Igor Gustavo Veloso de Souza e a companheira dele, Kathellen Moreira, foram presos e são investigados por homicídio duplamente qualificado e tortura do menino.
Os pais do menino não moravam juntos e viviam disputas judiciais. Em entrevista à TV Anhanguera, a mãe contou que o filho ia visitar o pai e voltava para casa com hematomas. Em um vídeo, o menino chora ao recusar ir para a casa de Igor (veja abaixo).
“Mostrei as fotos e ele falava que o menino tinha caído. Ele tinha todo um argumento dele. Mandei o vídeo para ele, falando que não era certo, porque o meu filho estava daquele jeito. Não é certo. Toda vez que ele [filho] vê ou escuta a voz, ele fica com medo e agora ele está falando que ele [o pai] bate nele. Ele [pai] falou: ‘De novo essa história'”, disse.
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Advogados de Sabrina informaram que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.
“Meu filho sofreu muito. Não tem motivo, não tem pensão, não tem ódio. Não justifica se ele tem raiva de mim porque eu processei, se ele está devendo muito em pensão. Não justifica o que ele fez. Não justifica”, contou a mãe.
Sabrina da Silva Feitosa durante enterro do menino Gustavo
Arquivo pessoal/Cirlene Feitosa
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Marcas de agressões
O crime foi registrado depois que o pai procurou a polícia para comunicar a morte do filho, afirmando que o menino tinha se afogado na piscina no domingo (2). A defesa de Igor informou que o advogado retirou a criança da água, prestou os primeiros socorros e depois a colocou para descansar. O pai percebeu que o filho não apresentava sinais vitais na manhã desta segunda-feira (3).
O pedido de prisão preventiva do pai e da madrasta foi protocolado na Justiça do Tocantins na tarde de quarta-feira (5). Após a prisão na madrugada desta quinta-feira (6), o Igor foi encaminhado ao sistema prisional e a madrasta para a unidade prisional feminina.
Em coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Meneses informou que as graves lesões encontradas na região anal e intestinal da criança ocorreram em um contexto de violência extrema e foram usadas como instrumento de tortura. Ele ainda disse que a suspeita de violência sexual não foi totalmente descartada e ressaltou que a tipificação dos crimes ainda poderá ser alterada conforme o resultado de novas perícias.
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar a motivação do crime.
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Segundo o médico legista e diretor do Instituto Médico Legal de Palmas (IML), Eduardo Godinho, não há sinais de afogamento, mas a criança apresentava marcas de agressões pela face, na parte interna do intestino, além de ter sofrido hemorragia interna. O laudo pericial afirma que a morte de Gustavo ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”.
Exames complementares para pesquisa de sêmen, álcool e drogas foram solicitados e serão incorporados posteriormente à investigação conduzida pela Polícia Civil.
Íntegra da nota do advogado de Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Reportagem está em atualização.
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