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19/10/2026
Pai e madrasta são indiciados pela morte do menino Gustavo; veja os crimes
Tocantins

Pai e madrasta são indiciados pela morte do menino Gustavo; veja os crimes

set 28, 2026


Polícia Civil conclui inquérito sobre a morte de criança em Palmas (TO) e indicia pai e madrasta
Stefani Cavalcante/g1
O advogado Igor Veloso de Sousa, suspeito de matar o próprio filho Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, será indiciado pelos crimes de vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. Na mesma investigação, Kathellen Moreira, madrasta da criança, deverá responder por vicaricídio e fraude processual.
A informação foi divulgada pela Polícia Civil em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (28), após a conclusão do inquérito. O delegado Eduardo Menezes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explicou que elementos colhidos durante a investigação sustentam o indiciamento por vicaricídio, conforme previsto no Código Penal.
🔎 A violência vicária acontece quando o agressor de uma mulher provoca danos a pessoas com as quais ela mantém vínculo afetivo, como filhos, pais e seus dependentes diretos, com o fim específico de lhe causar sofrimento, punição ou alguma forma de controle ou punição sobre ela.
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O crime ocorreu em Palmas, no dia 2 de agosto de 2026, mas o pai procurou a polícia somente no dia seguinte, alegando que o menino teria sido vítima de afogamento. Contudo, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Gustavo morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual.
Nesta segunda-feira (28) a Justiça do Tocantins determinou o trancamento definitivo da investigação contra Sabrina da Silva Feitosa, mãe de Gustavo, e contra a advogada dela, Stella Bueno, no inquérito que apura a morte da criança. O juiz concluiu que não havia justa causa para a continuidade da investigação contra as duas.
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Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses
Segundo o delegado, Igor Veloso confirmou em depoimento que o filho pulou na piscina sem autorização e se afogou, mas foi resgatado por ele. Quando questionado, Gustavo teria dito que a mãe o autorizou a banhar na piscina. Essa situação teria irritado Igor e dado início às agressões contra a criança.
“Isso teria causado um descontrole muito grande, somado à ingestão de bebida alcoólica e de medicamento controlado. Ele teria se descontrolado e passado [a desferir] chutes, socos na barriga e cabeça, ali mesmo na área externa da casa”, contou Menezes.
A polícia acredita que as agressões que começaram na área externa continuaram no quarto do menino, levando-o à morte.
Prisão do casal
O pedido de prisão de Igor e Kathellen foi feito à Justiça 48 horas após a morte. Segundo a investigação, quando foram detidos, já haviam escondido aparelhos celulares.
Eles estão presos desde 5 de agosto. A Justiça negou dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Kathellen. Apesar de ela ter uma filha bebê, o Judiciário considerou que a criança está sob os cuidados da avó e que os fatos investigados são graves.
Esta reportagem está em atualização.
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