Sem reforma e modernização, Louvre terá que fechar as portas, alerta presidente um ano após roubo

Pessoas fazem fila perto da Pirâmide de Vidro do Museu do Louvre, em dezembro de 2025.
Reuters/Abdul Saboor
O Museu do Louvre pode ter que “fechar suas portas ao público” se não for realizado um grande plano de reforma e modernização, alertou nesta quarta-feira (14) o presidente Christophe Leribault, um ano após o roubo impressionante no museu mais visitado do mundo.
“Qualquer que seja o futuro governo [após as eleições presidenciais na França em 2027], terá de ter em mente que, se o Louvre não for reformado, adaptado e transformado, perderá prestígio muito rapidamente e, a longo prazo, terá que fechar suas portas ao público”, disse o dirigente ao jornal francês “Le Figaro”.
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O roubo de 19 de outubro de 2025, no qual um grupo de homens levou, em apenas oito minutos e em plena luz do dia, várias joias da Coroa avaliadas em mais de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 500 milhões), estampou as manchetes da imprensa internacional e deixou o mundo atônito.
O incidente expôs as falhas de segurança da instituição, que no ano passado recebeu cerca de nove milhões de visitantes, a grande maioria estrangeiros.
Agora no g1
Leribault afirmou à AFP que o ambicioso plano de renovação do museu, chamado “Louvre – Novo Renascimento” e apresentado pelo presidente Emmanuel Macron no início de 2025, representa “o único caminho se quisermos garantir o futuro” da pinacoteca e a sua segurança.
“Precisamos de um grande plano para o Louvre. As operações indispensáveis para garantir a segurança do museu exigem obras no edifício histórico e nas infraestruturas. Não existe uma solução ‘superficial’, fácil e milagrosa”, explicou Leribault, nomeado em fevereiro.
Em sua entrevista ao “Le Figaro”, Leribault disse que esse grande projeto, estimado em um bilhão de euros (R$ 5,6 bilhões) e que prevê a reforma do edifício e a construção de uma nova entrada, seria realizado “ao longo de 12 a 15 anos” e poderia acarretar um aumento no preço do ingresso.
Christophe Leribault é o novo diretor do Museu do Louvre, o mais visitado do mundo.
Thomas Padilla/AP

