Turista que escorregou de serra no TO se agarrou em arbustos para não cair de penhasco: ‘Me arranhei todo’

Turista relembra momento em que caiu e ficou preso em penhasco
Gilmar de Oliveira, de 50 anos, passou 16h em um penhasco em Taguatinga. Ele ficou preso à beira de um precipício com queda livre superior a 70 metros. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros em uma ação que durou 11 horas. O turista contou ao g1 que teve alguns arranhões, mas sofreu fraturas ou ferimentos graves.
“Eu fui descer, virei as costas para descer, comecei a escorregar. Aí agarrei nos arbustos, fui descendo. Me arranhei todo, estou todo arranhado aqui na mão, mas não quebrei nada, não quebrei perna, não bati a cabeça. Grudei nas pedras. O negócio era estreito, era a barra ainda, só cabiam meus pés, não podia sentar”, explicou.
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Gilmar de Oliveira ficou 16 horas preso em um penhasco em Taguatinga
Reprodução/Gilmar de Oliveira/Filipe Cavalcante
O caso aconteceu na terça-feira (13). Gilmar é do Distrito Federal e havia saído sozinho para caminhar na serra de bermuda e chinelo, carregando uma garrafinha de água. Por volta das 8h, ele escorregou e ficou preso no penhasco. Inicialmente, Gilmar usou o celular para pedir ajuda a familiares e amigos.
“É apavorante, é. Só que eu não me apavorei, não me afobei. Pedi sempre a Deus para me ajudar, para eu ficar ali. Até o último segundo de vida, para lutar pela minha vida. Até que chegaram os meninos lá, o Ramon e o Maguila, e mandaram uma corda com uma garrafinha d’água. Eu bebi, peguei a corda e amarrei na minha cintura. Deu tudo certo”, contou Gilmar.
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Os bombeiros de Dianópolis foram chamados por volta das 12h15 e, quando chegaram à serra, enfrentaram cerca de uma hora e meia de caminhada para ter acesso à vítima. Mesmo no local do acidente, os militares ainda precisaram montar um sistema para conseguir descer até a posição onde a vítima estava.
“O bombeiro Cavalcante chegou. Chegou o Rogerão também, mandou outra garrafa de água com uns biscoitos, comi uns três biscoitos. Mas eu queria beber água porque estava muito debilitado, fiquei muito desidratado”, disse a vítima.
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Filipe Cavalcante
Depois que os militares chegaram ao penhasco, o bombeiro Filipe Cavalcante só conseguiu alcançar a vítima por volta das 15h30, devido à dificuldade de acesso ao local onde Gilmar estava.
“Só aí fiz a amarração dele, botei a cadeirinha nele, ele estava bem debilitado. Foi um momento muito crítico, porque ele não estava conseguindo nem levantar a perna direita. Foi um momento em que eu consegui deixar ele seguro. Tentei manter um equilíbrio emocional com ele ali. Não falei para ele que era crítico, mas eu tentei manter a calma dele”, explicou Filipe.
Durante a volta, os militares foram abrindo caminho com um facão. A ocorrência foi finalizada por volta das 23h53.
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