Conectando o Sudeste do Tocantins com Você!
21/04/2026
Justiça argentina rejeita habeas corpus contra protocolo de segurança de Milei
Internacional

Justiça argentina rejeita habeas corpus contra protocolo de segurança de Milei

dez 21, 2023

Vista aérea dos manifestantes na Plaza de Mayo durante manifestação em Buenos Aires
Luis Robayo/AFP – 20/12/2023

A Justiça argentina rejeitou o pedido de habeas corpus preventivo contra o protocolo de segurança do governo do presidente Javier Milei, que nesta quarta-feira (20) enfrenta um dia de protestos convocados contra as medidas de ajuste econômico anunciadas.

A decisão da Justiça foi comemorada pela ministra da Segurança, Patricia Bullrich, que afirmou nas redes sociais que o protocolo que proíbe os bloqueios de rua é “totalmente legal”, poucas horas antes do início da primeira grande manifestação da era Milei, que assumiu o cargo há dez dias.

Veja também

Internacional
Argentinos se organizam para ocupar ruas de Buenos Aires apesar de ameaças do governo Milei

Internacional
Governo Milei promete ‘consequências’ em caso de manifestações que fechem ruas

Internacional
Milei diz que ‘acabar com a inflação’ na Argentina é ‘prioridade máxima’

“Somente aqueles que ignoram a lei e vivem fora dela poderiam pensar o contrário [que não é legal]”, escreveu Bullrich nas redes sociais.

O pedido de habeas corpus, assinado por Pérez Esquivel, buscava anular o protocolo de segurança, com o argumento de que afeta a “liberdade de movimento e a integridade física” daqueles que planejam se manifestar.

• Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu WhatsApp
• Compartilhe esta notícia pelo WhatsApp
• Compartilhe esta notícia pelo Telegram
• Assine a newsletter R7 em Ponto

A norma, apresentada na semana passada por Bullrich, prevê a intervenção sem necessidade de ordem judicial das forças federais contra piquetes que bloqueiem o tráfego em vias públicas, bem como a identificação das pessoas que participarem de tais ações.

Além disso, o protocolo estabelece que as organizações responsáveis pelos bloqueios de estradas terão que cobrir os custos da operação de segurança mobilizada para limpar as ruas.

Leia também

Aprovação de lei de migração gera crise governamental na França

Netanyahu descarta cessar-fogo em Gaza antes da ‘eliminação’ dos terroristas do Hamas

Vítima de violência doméstica é enforcada no Irã após ser condenada pela morte do marido

A medida foi repudiada por organizações de direitos humanos na Argentina e pelo relator especial da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre liberdade de associação, Clément Voule, que afirmou que a iniciativa de Bullrich, que também foi ministra da Segurança no governo de Mauricio Macri (2015-2019), “criminaliza o protesto pacífico” e concede “poder ilimitado” às forças de segurança.

As 80 entidades que organizam a manifestação desta quarta pretendem reunir cerca de 50 mil pessoas em Buenos Aires e seguir do Congresso até a central Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada (sede da Presidência), para protestar contra as severas medidas de austeridade anunciadas pelo presidente ultraliberal.

Em entrevista ao canal de televisão TN nesta quarta-feira, Bullrich insistiu em que as pessoas podem se manifestar “quantas vezes quiserem” em praças e calçadas, mas enfatizou que “as ruas não se fecham”.

As novas autoridades argentinas advertiram, por meio de anúncios nas estações de metrô, que aqueles que interromperem o tráfego nas vias públicas perderão o direito de receber recursos dos planos sociais.

Na Argentina, onde a taxa de pobreza é de 40%, quatro de cada dez famílias recebem algum tipo de assistência social.

Argentina: manifestantes desafiam governo Milei e começam a se aglomerar para ato com até 40 mil

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *