Escola pública no Tocantins usa cortinas de pano no lugar de portas em banheiros

Banheiros de escola são fechados por cortinas de pano
MPTO/Divulgação
Quatro escolas públicas de Miracema do Tocantins, na região central do estado, entraram na mira do Ministério Público (MPTO) para corrigir problemas de segurança, salubridade, acessibilidade e apoio pedagógico. Uma das unidades está funcionando em um prédio improvisado e os banheiros têm cortinas de pano no lugar das portas.
As orientações fazem parte de um inquérito civil instaurado para fiscalizar a qualidade e a segurança das escolas públicas do município.
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Segundo o MPTO, na Escola de Tempo Integral Vilmar Vasconcelos Feitosa, que atende 270 alunos, as crianças estão instaladas provisoriamente em um prédio enquanto a unidade passa por reforma.
O órgão orientou a instalação imediata de portas nos banheiros, além de reparos em fiações expostas, melhorias na climatização e avaliar a contratação novso de cuidadores. O município também terá que informar a situação da reforma da sede definitiva e a previsão de retorno dos alunos.
Agora no g1
A Prefeitura de Miracema do Tocantins tem 15 dias para responder sobre as medidas referentes à Escola Vilmar Vasconcelos Feitosa e 30 dias para apresentar providências e cronogramas relativos às demais unidades.
O g1 solicitou posicionamento do município, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Risco de queda de muro
Na Escola Municipal de Educação Infantil Professora Dalva Cerqueira Brito, que atende 355 alunos, foi identificado risco de queda do muro da unidade anexa.
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) também solicitou adequações em banheiros e pias, instalação de sanitários acessíveis, manutenção dos aparelhos de ar-condicionado, remanejamento dos botijões de gás e contratação de cinco auxiliares para atender 24 estudantes da educação especial.
Disjuntor de escola chamou atenção do MPTO
MPTO/Divulgação
Pichações e fiação exposta em quadra
Na Escola Francisco Martins Noleto, onde estudam cerca de 316 alunos em tempo integral, o MPTO recomendou a ampliação dos banheiros e medidas de higiene.
Também cobrou a recuperação da quadra poliesportiva, retirada de arames soltos e pichações associadas a grupos criminosos, reforço no controle de acesso e proteção de uma caixa de energia aberta. Foram apontados ainda problemas de infiltração, bebedouros, climatização e armazenamento de botijões de gás.
Extintores vencidos e problemas elétricos
Na Escola Brigadeiro Lísias Rodrigues, que atende 214 crianças, a fiscalização identificou extintores vencidos, fiações soltas e problemas no disjuntor geral de energia. O MPTO cobrou correções nas falhas de segurança, reformas para eliminar mofo e umidade, adequação dos banheiros, projeto para construção de duas salas de aula e contratação de profissionais para apoiar estudantes com autismo e outras deficiências.
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