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05/11/2026
Investigação apura furto de armas em prédio da Polícia Científica do Tocantins
Tocantins

Investigação apura furto de armas em prédio da Polícia Científica do Tocantins

nov 5, 2026


Ex-servidor de Gurupi é condenado por furto de armas
O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) abriu um inquérito civil público nesta quarta-feira (4) para apurar o furto e a venda clandestina de armas que estavam sob custódia do 7º Núcleo Regional de Perícia Criminal de Gurupi, no sul do estado. A investigação ocorre após a condenação de um ex-servidor e tem como objetivo identificar se outros funcionários públicos facilitaram o crime ou participaram do esquema.
O procedimento é um desdobramento do processo criminal contra o ex-servidor João Victor Gomes Holanda, que confessou ter retirado entre 15 e 16 armas do depósito para vendê-las ilegalmente. A decisão foi publicada no Diário Oficial do MPTO.
A nova investigação busca apurar possíveis atos de improbidade administrativa, o prejuízo financeiro causado ao Estado e as falhas nos mecanismos de controle que permitiram o desvio dos armamentos.
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A nova frente de investigação se concentra em possíveis atos de improbidade administrativa, no prejuízo financeiro causado ao Estado e nas falhas estruturais de controle que permitiram o desvio dos armamentos.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informou que Sobre o inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), a pasta declarou que ainda não recebeu notificação oficial ou solicitação de dados, mas garantiu que prestará todos os esclarecimentos necessários e colaborará integralmente com a apuração assim que for demandada, reiterando que não tolera desvios de conduta e mantém compromisso com a legalidade e a transparência. (Veja a nota na íntegra ao final da reportagem)
Relatórios da Superintendência da Polícia Científica anexados ao processo apontam que, na época dos crimes, entre janeiro e julho de 2025, o núcleo pericial funcionava em um prédio alugado sem condições básicas de segurança.
O imóvel não tinha câmeras de monitoramento, detector de metais nem controle de acesso de pessoas. Testemunhas relataram que o réu tinha acesso livre à sala de armas, às chaves do prédio e às senhas do sistema informatizado.
Ministério Público do Tocantins
Ronaldo Mitt/MPE-TO
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O procedimento é conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça de Gurupi, que estabeleceu prazo de 15 dias para que os órgãos estaduais respondam a uma série de solicitações de informações:
Polícia Científica: deve esclarecer divergências nos registros e encaminhar a relação completa das armas furtadas, com informações sobre marca, modelo, calibre, número de série e valor de mercado. Também deverá explicar a situação de uma pistola Taurus PT917, citada em um boletim de ocorrência, mas que não consta na relação oficial inicial.
Secretaria da Administração (Secad): deve apresentar certidão com detalhes sobre o vínculo funcional do ex-servidor — se era contratado temporariamente ou ocupava cargo comissionado —, além do histórico de atuação e da remuneração.
Corregedoria-Geral da Segurança Pública: foi notificada a encaminhar informações sobre o andamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra João Victor, além de uma cópia da sindicância interna que apura a responsabilidade funcional de outros servidores.
O inquérito tem prazo inicial de um ano para ser concluído, com previsão de encerramento em 29 de outubro de 2027.
Ex-servidor já foi condenado na esfera criminal
O desvio das armas foi descoberto em abril de 2025. Em fevereiro de 2026, João Victor foi condenado pela 2ª Vara Criminal de Gurupi pelos crimes de peculato-furto e comércio ilegal de armas de fogo. Em março do mesmo ano, a sentença transitou em julgado, ou seja, tornou-se definitiva após o esgotamento das possibilidades de recurso.
Durante a tramitação da ação penal, o réu confessou à Justiça que retirou os armamentos do prédio público para conseguir dinheiro. Segundo ele, cobrava de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil por cada revólver ou pistola.
Até o momento, nenhuma das armas furtadas foi recuperada pela polícia.
Nota da SSP na íntegra
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informa que o desvio de armamentos do 7º Núcleo Regional de Perícia Criminal de Gurupi foi investigado pela 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (8ª DEIC), com apoio da 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Gurupi.
Durante as investigações, o responsável pela subtração dos armamentos foi identificado e preso. O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, tendo o caso resultado, inclusive, na condenação criminal do investigado. A SSP/TO esclarece ainda que o ex-servidor não integra mais os quadros da instituição.
Em relação ao inquérito civil instaurado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), a Secretaria informa que, até o momento, não recebeu qualquer notificação ou solicitação de informações por parte da Promotoria de Justiça. Caso seja formalmente demandada, a SSP/TO prestará todos os esclarecimentos necessários e colaborará integralmente com a apuração.
Por fim, a Secretaria reafirma que não tolera desvios de conduta por parte de seus servidores e mantém seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilização por eventuais irregularidades praticadas no âmbito da instituição.
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