Piloto que fez pouso forçado com quase meia tonelada de cocaína diz que recebeu R$ 20 mil pelo transporte

O piloto foi preso no sábado (6) em Rio Sono. Pagamento teria sido feito antecipadamente. Vídeo mostra avião com droga em zona rural do Tocantins.
PM-TO/ Divulgação
O piloto Donizete Veríssimo Dias, de 54 anos, que havia sido preso em flagrante após a Polícia Militar encontrar mais de 420 kg de cocaína em um avião, contou em depoimento que recebeu R$ 20 mil para fazer o transporte da droga. O caso aconteceu depois do piloto fazer um pouso de emergência na zona rural de Rio Sono no sábado (6).
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A decisão do juiz que decretou a prisão preventiva do piloto traz informações sobre o caso e revela detalhes de como teria sido a negociação. Nele, o piloto diz que “foi contratado pela pessoa de vulgo ‘Novinho’, de sotaque espanhol e DDD internacional, para um frete aéreo de transporte de sementes, mas que quando se dirigiu à aeronave, viu que se tratava de drogas”.
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Ele também disse que essa mesma pessoa teria lhe oferecido a quantia de R$ 20 mil para executar o trabalho e teria sido paga antecipadamente por pix.
O g1 ainda tenta contato com o advogado de defesa do suspeito.
Prisão preventiva
Donizete passou por audiência de custódia por videoconferência no final da tarde desta segunda-feira (8), onde a prisão foi convertida de flagrante para preventiva. O texto foi assinado pelo juiz de direito, William Trigilio da Silva.
O suspeito cumpria penas por outros crimes, que somadas dão mais de 12 anos, sendo que uma delas é por tráfico de drogas. No texto o juiz diz que em consideração a reincidência é necessária a prisão preventiva para “garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal. (…) Assim, a prisão do autuado faz-se necessária, haja vista que seu status libertatis poderá oferecer risco à paz social”.
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O piloto Donizete Veríssimo Dias, que foi preso suspeito por tráfico de drogas teve que fazer um pouso de emergência no último final de semana, em uma fazenda de Rio Sono.
A polícia foi chamada no local após uma ligação anônima. Os militares informaram que por causa da situação, Donizete teve que acionar um sistema clandestino para abastecer em pleno voo. Ele teria tentado utilizar um galão com combustível, mas na hora não funcionou.
A TV Anhanguera teve acesso a aeronave. Os bancos do avião foram desparafusados para que sacos de drogas pudessem caber. Esse tipo de modificação é feito em aeronaves para aumentar a autonomia de voo, mas é contra as normas de avião, porque compromete a segurança aérea.
O avião do tipo monomotor teve parte da sua estrutura metálica comprometida e a parte frontal ficou retorcida. Por causa do impacto, o piloto foi encontrado pelos militares com escoriações.
“Ao chegar no local nos deparamos com pessoas ás margens da rodovia, que se tratava do piloto do avião que tinha caído. Perguntei se havia mais alguém com ele e arma e ele disse que não. Quando perguntei a carga ele disse que era droga. Ele não relatou nada a respeito de origem e destino e não citou nenhum nome”, contou.
Últimas atualizações
A justiça determinou a prisão preventiva do piloto Donizete Veríssimo Dias, de 54 anos, que havia sido preso em flagrante após a Polícia Militar encontrar mais de 420 kg de cocaína em avião.
O piloto confessou à Polícia Militar ter pego a carga em Corumbá, no Mato Grosso do Sul (MS) e que o destino da droga era uma propriedade rural de uma cidade do Tocantins.
O suspeito está preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas.
O caso será investigado pela delegacia de repressão e entorpeceres da Polícia Federal.
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