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07/11/2026
Tocantins perdeu mais de 26 hectares de mata nativa por hora em 2023, diz relatório
Tocantins

Tocantins perdeu mais de 26 hectares de mata nativa por hora em 2023, diz relatório

jun 2, 2024


Em relatório aponta que o Tocantins está em terceiro lugar no ranking dos estados que mais desmataram em 2023. Região do Matopiba foi responsável por 47% do desmatamento no país. A região do Matopiba é responsável por 47% do desmatamento de mata nativa no Brasil em 202
Reprodução/ RAD 2023 Mapbiomas
O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD) divulgado pelo MapBiomas aponta que o desmatamento no Tocantins cresceu 177,9% em 2023. Ao todo, o estado perdeu 230.253 hectares de vegetação nativa e subiu da 5ª para a 3ª posição entre os estados que mais desmataram no ano. O relatório aponta que o Tocantins perdeu em média 26,3 hectares por hora, ficando atrás somente do Maranhão e da Bahia.
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Além dos dados do Tocantins, o relatório acende um alerta para a região do Matopiba (região do cerrado formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), pois cerca de 74% dos hectares desmatados no bioma do cerrado estavam neste território.
Os quatro estados juntos ultrapassaram a área desmatada no território da Amazônia Legal, correspondendo a 47% do desmatamento que ocorreu em todo o país em 2023. No total, foram 858.952 hectares desmatados, o que representa um aumento de 59% em relação ao ano de 2022.
Desmatamento ilegal compromete rios do Tocantins
Reprodução/TV Anhanguera
Ranking de desmatamento
Outro dado que chama a atenção para o Matopiba que é das dez cidades que mais desmataram em 2023, oito ficam na região, a cidade de Rio do Sono está na sétima colocação. Veja Ranking abaixo:
Lista de municípios que mais desmataram em 2023 (em hectares)
São Desidério (BA) – 40.052,3
Balsas (MA) – 37.363,1
Jaborandi (BA) – 31.626,0
Alto Parnaíba (MA) – 29.236,8
Corumbá (MS) – 23.425,6
Baixa Grande do Ribeiro (PI) – 21.768,8
Rio Sono (TO) – 21.767,7
Cocos (BA) – 21.290,1
Altamira (PA) – 20.920,1 (apresentou queda em relação ao ano anterior)
Barreiras (BA) – 20.881,6
Segundo o relatório do Mapbiomas, o crescimento do desmatamento no cerrado é resultado da expansão agrícola e também do aprimoramento dos sistemas de monitoramento. A região tem atraído grandes investimentos e é considerada uma das grandes fronteiras agrícolas nacionais.
Outros pontos levantados no RAD é que 93% do desmatamento do Brasil teve pelo menos um indício de ilegalidade. Do total de áreas desmatadas desde 2019, apenas 41,7% tiveram autorização ou ação de fiscalização, o que significa que 58,3% ainda não foram fiscalizados pelos órgãos ambientais.
O monitoramento e levantamento de dados são aliados para prevenção e combate do desmatamento. O Painel de monitoramento de desmatamento no Tocantins desenvolvido pelo Centro de Apoio Operacional de Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente (Caoma), por meio do Laboratório de Geoprocessamento (Labgeo) do Ministério Público, é um exemplo da aplicação da tecnologia para fiscalização e combate ao desmatamento ilegal.
Por meio do sistema, o Caoma consegue identificar os desmatamentos ilegais, gerando relatório do tamanho e localização da área onde houve crime ambiental. Para o promotor de justiça e coordenador do Caoma, Francisco Brandes, os dados demonstram que os ilícitos são descobertos e não compensam financeiramente e a identificação das áreas é uma das estratégias para ajudar a conter a subida do Tocantins no ranking dos estados que mais desmatam no Brasil.
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*Artur Girão é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.