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02/05/2026
Além da Guiana: veja outros países da América do Sul com quem a Venezuela já teve atritos
Internacional

Além da Guiana: veja outros países da América do Sul com quem a Venezuela já teve atritos

dez 8, 2023


O governo da Venezuela estampou os noticiários na última semana depois de o presidente venezuelano Nicolás Maduro propor um referendo sobre a anexação do território de Essequibo, que corresponde a 75% da Guiana e é rico em minerais como ouro, cobre, diamante e petróleo. A América do Sul não vê guerras na região desde a década de 1980, quando a Argentina tentou retomar as Malvinas do Reino Unido, o que faz com que o continente seja visto como um lugar de paz entre os países vizinhos. Apesar disso, o governo venezuelano, reconhecidamente autoritário e repressivo, já teve outras situações com algumas nações do entornoA Venezuela e a Colômbia vivem momentos de rompimento e estreitamento dos laços diplomáticos e políticos desde, pelo menos, o final da década de 1990. O rompimento de relações mais recente aconteceu em 2019, quando o então presidente colombiano Iván Duque demonstrou apoio a Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela e parte da oposição ao atual governo. Como resposta, Maduro decretou a suspensão das relações políticas e diplomáticas entre os países. As relações entre as duas partes foram retomadas no fim de agosto de 2022Outro país com quem a Venezuela já rompeu relações diplomáticas no passado, e depois as retomou, foi a Argentina. O laço entre os países foi cortado em 2017, durante a gestão de Mauricio Macri. À época, o então presidente integrou a Argentina ao Grupo de Lima — um agrupamento de chanceleres de países das Américas —, que reconhecia uma crise na Venezuela e buscava uma solução para tal. O vínculo entre a Venezuela e a Argentina foi restabelecido em 2022, quando, em abril daquele ano, o presidente Alberto Fernandéz afirmou que pretendia retomar as relações diplomáticas com CaracasA Venezuela também fez uma pausa nas relações diplomáticas com o Paraguai durante quatro anos — entre 2019 e 2023. Em comunicado divulgado no último dia 15 de novembro, os países afirmaram que concordaram em restabelecer seus laços diplomáticos e consulares. O vínculo entre as partes havia sido rompida em janeiro de 2019, quando o Paraguai rejeitou a reeleição do presidente Nicolás Maduro. Além de considerar resultado das urnas um processo “ilegítimo”, o então presidente Abdo Benítez deu apoio e reconhecimento ao opositor Juan GuaidóA Venezuela não tem nenhum conflito diplomático com o Brasil atualmente — desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou posse, em janeiro deste ano. Apesar disso, as relações entre os países têm estado mais tensas desde a proposta de anexação territorial sugerida por Maduro. Isso porque, para invadir a região de Essequibo por terra, os militares venezuelanos teriam que passar pelo estado brasileiro de Roraima, no norte do país. Para se precaver, o Ministério da Defesa enviou, na última segunda-feira (5), 20 tanques de guerra blindados para a regiãoNo passado, Maduro também entrou em atrito com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem classificou como “fascista” e “um Hitler dos tempos modernos”. Em maio deste ano, Bolsonaro criticou a vinda de Maduro ao Brasil e lamentou o que chamou de “aproximação [do Brasil] com ditaduras”. À época em que Bolsonaro era presidente, o Brasil era um dos países da América Latina que não reconhecia o novo mandato de Maduro (2019-2025). Ele foi reeleito em 20 de maio de 2018 em votação boicotada pelos principais partidos de oposição e não reconhecidas pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

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