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05/03/2026
Candidato governista, Sergio Massa tenta convencer argentinos de que pode resolver crise econômica
Internacional

Candidato governista, Sergio Massa tenta convencer argentinos de que pode resolver crise econômica

nov 19, 2023

Sergio Massa participa de debate presidencial
Luis Robayo/AFP – 13.11.2023

O peronista de centro-esquerda Sergio Massa, de 51 anos, busca neste domingo (19) virar o jogo e derrotar o candidato ultraliberal Javier Milei, no segundo turno da eleição presidencial argentina, a mais disputada dos últimos 40 anos. 

Atual ministro da Economia e apontado como um dos responsáveis pela crise econômica mais grave das últimas décadas na Argentina, Massa aparecia tecnicamente empatado com Milei nas últimas pesquisas eleitorais. 

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Esta é a segunda vez que Massa concorre à Presidência — a primeira foi em 2015, quando saiu derrotado. Desta vez, a campanha do político tem como base sua gestão à frente do Ministério da Economia — apesar de a Argentina ter registrado inflação de cerca de 140% nos últimos 12 meses.

Massa argumenta que assumiu o ministério em um momento complicado, após abruptas renúncias dos seus antecessores Silvina Batakis e Martín Guzmán. Além disso, ele se apresenta como bom negociador e destaca que busca conversar com diversos setores e fez acordos com empresários, sindicatos e com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

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Apesar disso, a inflação é a principal preocupação dos argentinos e o ponto fraco de Massa. A população se vê obrigada a recorrer cada vez mais aos mercados de roupas de segunda mão, enquanto encontra dificuldade para comprar produtos básicos. Hoje, dois quintos das pessoas do país vivem na pobreza.

Massa, que é advogado de formação, tem demonstrado habilidade ao apresentar as dificuldades do governo como se fossem grandes conquistas, tática que tem funcionado entre seus apoiadores.

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Segundo o jornalista Diego Genoud, biógrafo não autorizado de Sergio Massa, “ele improvisa de forma constante e suas promessas não são cumpridas”. Apesar disso, ele “sempre passa a ideia de que está no controle da situação e que encontrará uma saída”. Esta é uma habilidade que seus rivais criticam.

“Ele é um cara perigoso justamente pela capacidade de iludir as pessoas”, afirmou o deputado da oposição Fernando Iglesias. “É capaz de fazer um discurso com uma naturalidade e eficácia discursiva que faz com que acreditemos nele, mesmo que sejamos totalmente contrários aos fatos. Tendemos a acreditar em Massa.”

Vida pessoal e carreira política

Massa nasceu e cresceu na periferia da província de Buenos Aires e começou no partido liberal Ucedé (União do Centro Democrático), no fim dos anos 1990. Em meados da década de 1990, voltou sua militância para o peronismo bonaerense com a ajuda das líderes políticas Cristina Camaño e Marcela Durrieu, sua sogra. Marcela apresentou Massa à filha dela, Malena Galmarini, com quem ele se casou e teve dois filhos.

Massa deu o salto para a política nacional em 2013, quando fundou o Frente Renovador (FR), partido peronista que se apresentou como uma alternativa ao governo de Cristina Kircher (2007-2015), de quem foi chefe de gabinete e que hoje o apoia novamente. Antes de criar o partido, entre 2007 e 2008, e depois entre 2011 e 2015, foi prefeito da cidade de Tigre, nos arredores de Buenos Aires, pela aliança da então presidente Kirchner.

Alguns anos depois, Massa se distanciou de Kirchner e chegou a afirmar que “Cristina é o passado” ou que “ela deveria estar presa”. Em 2019, voltou a se aliar à ex-presidente, eleita vice-presidente naquele ano. De acordo com o jornalista Diego Genoud, é difícil encontrar “consistência” no discurso de Massa.

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