Desaparecimento de taxista que saiu para tomar banho em balneário chega a quase três meses; família cobra respostas

Bombeiros fazem buscas por taxista desaparecido em Paraíso do Tocantins
O desaparecimento do taxista José Neto Gomes de Araújo, de 38 anos, completa 90 dias no próximo domingo (19). Após quase três meses desde a última vez em que foi visto, ao sair para tomar banho em um balneário em Paraíso do Tocantins, na região central do estado, a família afirma que ainda não recebeu respostas sobre o andamento das investigações.
José Neto desapareceu no dia 19 de abril, após sair de casa com dois conhecidos. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele entrou em uma área de mata densa próxima ao Balneário Cachorra e não retornou. Desde então, equipes realizaram buscas com cães, drones e por terra, mas nenhum pertence ou vestígio foi encontrado.
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O g1 pediu um posicionamento à Secretaria da Segurança Pública (SSP), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Para o pai do taxista, Antônio Gomes, que trabalhava com o filho na rodoviária de Paraíso do Tocantins, a passagem do tempo tem tornado a dor ainda mais difícil de suportar. Ele contou que o mês de julho, que deveria ser marcado por comemorações, transformou-se em um período de angústia e espera.
“No dia 4 foi o aniversário do meu filho, e ninguém comemorou nada. No dia 14 foi o meu. Eu tinha planejado reunir toda a família, mas ninguém fez nada. Não tem ânimo, não tem festa, não tem alegria enquanto esse mistério não for esclarecido”, disse o pai em entrevista g1.
José Neto Gomes de Araujo despareceu no dia 19 de abril
Arquivo pessoal/Divulgação
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Segundo Antônio, a área do desaparecimento já foi percorrida diversas vezes pelas equipes, mas nenhuma pista sobre o paradeiro do filho foi encontrada.
“Se tivesse um animal pequeno escondido, a gente tinha achado. E nada de encontrar um homem grande como é meu filho. As autoridades não dão uma resposta para nós. O coração está cada dia mais aflito”, desabafou.
As buscas oficiais do Corpo de Bombeiros foram suspensas no início de maio por falta de novos indícios. A família, no entanto, afirmou que continua realizando buscas por conta própria, com apoio de amigos.
José Neto e o pai Antônio Gomes trabalhavam de taxista em Paraíso do Tocantins
Reprodução/Arquivo pessoal de Antônio Gomes
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