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21/04/2026
‘Guiana está vigilante’, diz ministro das Relações Exteriores do país após referendo da Venezuela
Internacional

‘Guiana está vigilante’, diz ministro das Relações Exteriores do país após referendo da Venezuela

dez 4, 2023

Hugh Todd fala em reunião da Organização para a Cooperação Islâmica
Reprodução: Twitter/mfaguyana – 23.09.2023

A Guiana está “vigilante” após o referendo que a Venezuela fez no domingo (3) para reforçar sua reivindicação de soberania sobre o território do Essequibo, afirmou nesta segunda-feira (4) à AFP o ministro das Relações Exteriores do país Hugh Todd.

“Temos que permanecer sempre vigilantes […]. Embora não acreditemos que em uma invasão, temos que ser realistas sobre o ambiente na Venezuela e o fato de que o presidente [Nicolás] Maduro pode fazer algo muito imprevisível”, disse Todd sobre a consulta, em que a maioria dos votantes apoiou a criação de uma província venezuelana no Essequibo, hoje controlado pela Guiana, e dar a nacionalidade a seus habitantes.

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O plebiscito promovido pelo governo de Nicolás Maduro é antiga reivindicação da Venezuela. O território do país vizinho, de 160 mil km², é rico em petróleo e minerais.

A Guiana descobriu recentemente reservas de petróleo equivalentes a 10 bilhões de barris, maiores do que as do Kuait.

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O referendo foi convocado após a Guiana abrir um leilão de poços de petróleo naquela área, em agosto deste ano, o que desencadeou a ira de Maduro devido à participação do gigante petrolífero americano ExxonMobil.

Nos últimos dias, o ditador venezuelano acusou o governo da Guiana de ser controlado pela petrolífera e de tentar “manchar, danificar, sujar, impedir” a realização da consulta popular.

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A Guiana defende uma fronteira definida em 1899 por um tribunal de arbitragem e agora recorre à CIJ (Corte Internacional de Justiça), máximo órgão judicial das Nações Unidas, para validá-la.

A Venezuela, por sua vez, argumenta que o rio é a fronteira natural, como foi em 1777, quando era capitania geral do império espanhol, e apela ao Acordo de Genebra.

Um acordo assinado em 1966 (antes da independência da Guiana do Reino Unido) anula a decisão anterior e estabelece as bases para uma solução negociada, mas nunca houve consenso.

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