Conectando o Sudeste do Tocantins com Você!
21/04/2026
Primeira fala do Hezbollah amplia risco de guerra de Israel e Hamas se espalhar pelo Oriente Médio
Internacional

Primeira fala do Hezbollah amplia risco de guerra de Israel e Hamas se espalhar pelo Oriente Médio

nov 3, 2023

Sayyed Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah
Al Manar via Reuters – 7.8.2020

O teor do discurso do líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, marcado para esta sexta-feira (3), provoca apreensão no mundo pelo temor de que a guerra entre o Exército de Israel e o grupo terrorista palestino Hamas se espalhe pela região. O tom do pronunciamento do chefe da organização extremista libanesa, aliada do Hamas, pode promover uma escalada nas tensões e, em consequência, expandir os ataques com foguetes contra o Estado judeu.

Esta será a primeira vez que Nasrallah falará publicamente desde o início da guerra entre Israel e Hamas, no dia 7 de outubro. O pronunciamento está previsto para acontecer às 15h no horário local (10h no horário de Brasília).

Veja também

Internacional
‘Eu as vejo mortas’: mulher que teve as duas filhas sequestradas pelo Hamas relata desespero

Internacional
Influenciadoras filmam kibutz arrasado pelo Hamas no sul de Israel; assista ao vídeo

Internacional
Hamas assume autoria de ataque com foguetes no norte de Israel

A população do Líbano está preocupada com o discurso, uma vez que o país tem um histórico de confrontos armados com Israel — todos, sempre, resultaram em grande destruição. O sul libanês sofre significativamente mais com a resposta israelense do que qualquer outra região do país, o que inclui uma ocupação de 15 anos por Israel, entre 1985 e 2000.

“Mesmo entre os apoiadores [de Nasrallah, líder do Hezbollah], há pessoas que sentem que [o sul] sempre lutou contra Israel [no passado] e que, neste momento, não estamos prontos para uma guerra”, afirmou à emissora de TV árabe Al Jazeera um homem identificado só como Mohamad, residente do sul do Líbano. Ele não revelou o sobrenome, com medo de que o Hezbollah pudesse prejudicá-lo.

Papel do Hezbollah na guerra

A violência entre Israel e o Hezbollah eclodiu pouco depois de o Hamas ter lançado um ataque-surpresa no sul de Israel, onde massacrou centenas e sequestrou ao menos 239 pessoas, segundo o último balanço. Cerca de 1.400 foram assassinados na ofensiva terrorista.

O Estado judeu respondeu com bombardeios incessantes e o cerco total à Faixa de Gaza, impedindo o acesso de palestinos a produtos básicos, como água, comida, medicamentos, energia elétrica e combustível.

Embora centenas de caminhões com ajuda humanitária tenham entrado no território palestino pela passagem fronteiriça de Rafah nas últimas semanas, Israel impediu a entrega de combustível à região, alegando que isso poderia beneficiar o Hamas. Assim, vários hospitais tiveram que fechar as portas, e os poucos que ainda funcionam estão realizando procedimentos sem anestesia.

Leia também

Exército de Israel diz ter matado hoje mais de 130 membros do Hamas na Faixa de Gaza

Biden anuncia que 74 cidadãos americanos foram evacuados da Faixa de Gaza

Exército israelense anuncia que cercou cidade de Gaza

Nesta quinta-feira (2), o número de mortos na Faixa de Gaza chegou a 9.061, incluindo 3.760 crianças. Entre as vítimas estão os palestinos mortos após o ataque contra o campo de refugiados de Jabalia, no norte. Segundo o Ministério de Saúde de Gaza, 195 pessoas morreram e outras 777 ficaram feridas nessa ofensiva. Ao menos 120 pessoas estão desaparecidas sob os escombros.

Apesar dos crescentes apelos a um cessar-fogo, Israel afirmou que não deixará de atacar Gaza até erradicar o Hamas. Os terroristas palestinos formam o chamado “eixo de resistência” com o Hezbollah e outros grupos armados na região, além do Irã, que tem grande poder bélico e patrocina essas organizações.

Nesta semana, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, afirmou que Israel ultrapassou “todas as linhas vermelhas” na guerra contra o Hamas. É possível que, em seu discurso, Nasrallah alerte Israel para reconsiderar a possibilidade de um cessar-fogo.

Expectativa de refugiados palestinos

Apesar da ansiedade dos libaneses e da preocupação de que Nasrallah intensifique os ataques contra Israel, refugiados palestinos no Líbano afirmam que gostariam de presenciar a escalada da ofensiva por parte do Hezbollah. Ahed Bar, membro de um partido político palestino no Líbano, disse à Al Jazeera que esperava que as imagens de crianças mortas em Gaza obrigassem o “eixo da resistência” a afrontar o Estado judeu a partir de múltiplas frentes, incluindo o Líbano.

“Esta é a oportunidade de finalmente libertar a Palestina”, declarou ele de Sabra e Shatila, dois bairros que albergam um campo de refugiados na capital do Líbano, Beirute. “As nações árabes podem finalmente ajudar a Palestina, mas a maioria não faz nada.”

O professor Mohannad Hage Ali, especialista em Líbano do Carnegie Middle East Center, completou: “Milhões de árabes assistirão ao discurso em todo o mundo. Eles ouvirão o único líder na região que é capaz de falar à altura de sua raiva e desespero, dizendo que agirá e apoiará os palestinos em Gaza, que enfrentam uma ameaça existencial de expulsão”.

Bunker, kibutz e Hezbollah: entenda os termos usados na guerra entre Israel e Hamas

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *