Protesto contra planos econômicos de Javier Milei termina em tumulto em Buenos Aires
Vários incidentes ocorreram no centro de Buenos Aires nesta quarta-feira (27), quando policiais bloquearam o trânsito em algumas avenidas e impediram a passagem de centenas de pessoas que tinham participado de uma manifestação convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e por outras organizações sociais em frente à Suprema Corte da Argentina para protestar contra os planos econômicos de governo do presidente Javier MileiUm policial ficou ferido ao ser atropelado por um ônibus urbano e seis pessoas foram presas, de acordo com relatos da imprensa local. O dia havia transcorrido normalmente até que a mobilização, que conseguiu reunir cerca de 8.000 pessoas, começou a se dispersarOs conflitos começaram quando dezenas de policiais formaram um cordão de isolamento nas avenidas Corrientes e 9 de Julio para evitar que o tráfego fosse interrompido pelo grande fluxo de manifestantes e transeuntes que atravessavam a ruaNos últimos dez dias, a Argentina vem aplicando um protocolo implementado pela ministra da Segurança, Patricia Bullrich, que tem sido amplamente criticado e cujo objetivo é evitar o bloqueio de vias públicas por manifestantesOs participantes da manifestação protestavam porque consideram que o decreto de necessidade e urgência (DNU), que modifica ou revoga mais 300 leis do país, sancionado em 20 de dezembro por Milei, não é “constitucional”, razão pela qual, minutos antes do início da manifestação, a CGT ter entrado com um recurso na Suprema Corte para suspender os pontos do DNU referentes à reforma trabalhistaA manifestação desta quarta-feira no centro da capital contou com a participação de cerca de 8.000 pessoas, mais do que as 3.000 que participaram da passeata realizada por organizações sociais e partidos de esquerda em 20 de dezembro, que terminou em frente à Casa RosadaA passeata da semana passada, que foi a primeira contra o governo de Milei, coincidiu com o 22º aniversário da crise econômica, política e social de dezembro de 2001, que levou à renúncia do presidente Fernando de la Rúa (1999-2001) e deixou 39 manifestantes mortos

